Brócolis reparam danos da diabetes

às 19:48

(JB Online) - Pesquisa britânica sugere que o composto sulforafane reverte problemas cardiovasculares.

Um estudo feito por pesquisadores da Universidade de Warwick, no Reino Unido, sugere que o sulforafane, composto encontrado nos brócolis, ajuda a reverter doenças cardiovasculares causadas pela diabetes.

A pesquisa foi publicada na atual edição da revista Diabetes.

– Nosso estudo sugere que compostos como o sulforafane dos brócolis podem ajudar a combater processos ligados ao desenvolvimento dessas doenças – afirmou o chefe da pesquisa, Paul Thornalley.

Segundo o estudo, o sulforafane também ativa uma proteína conhecida como nrf2, que protegecélulas e tecidos através de enzimas antioxidantes e detoxificantes. Essas enzimas preservam os vasos sangüíneos e ajudam no controle dos níveis de moléculas que prejudicam as células.

– No futuro será importante testar se uma dieta rica em vegetais do gênero brassica proporciona benefícios à saúde dos diabéticos. Nossa expectativa é que sim – ressaltou Thornalley.

Enfarte

O consumo dos brócolis e outros vegetais brassica – que engloba couves, nabos e couve-flor – já foi associado à redução no risco de se sofrer ataques cardíacos e enfartes.
Sabe-se que os diabéticos têm até cinco vezes mais chance de desenvolver as doenças cardiovasculares relacionadas a danos nos vasos sangüíneos.

Os pesquisadores de Warwick testaram os efeitos do sulforafane em células vasculares danificadas por altos níveis de glicose, a hiperglicemia associada aos diabéticos.

A hiperglicemia pode causar um aumento em até três vezes dos níveis de moléculas chamadas de Espécie de Oxigênio Reativo (ROS), o que pode gerar danos graves às células do corpo humano. Pesquisadores registraram uma redução de 73% das moléculas ROS.

– É encorajador ver que o professor Thornalley e sua equipe identificaram uma substância potencialmente importante que pode proteger e reparar vasos sangüíneos dos efeitos danosos da diabete – disse à rede BBC Iain Frame, diretor de pesquisa do instituto de caridade Diabetes UK.

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